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Disciplina: MUP0108 - Práticas Sociais e Circulação de Artefatos na América Portuguesa

655 Carga das canoas. Oscar Pereira da Silva. Acervo do Museu Paulista/USP

 

O Museu Paulista da USP está com inscrições abertas para alunos especiais (graduandos matriculados em instituição de ensino superior) para cursar a disciplina MUP0108 - Práticas Sociais e Circulação de Artefatos na América Portuguesa. A disciplina está a cargo da professora Maria Aparecida de Menezes Borrego.

A disciplina será oferecida em duas turmas: uma às quintas-feiras, das 14h às 18h, no Auditório do Museu do Ipiranga e outra às sextas-feiras, das 9h às 13h, no Depto. de História da FFLCH. Os cursos acontecem no primeiro semestre de 2019.

Abaixo a ementa completa do curso e detalhes sobre as turmas. Para mais informações e inscrições entrar em contato pelo e-mail acadmp@usp.br ou pelos telefones 2065-8075 e 2065-8061.

 

  • Turma 1
  • Início 21/02/2019   fim: 30/05/2019
  • Profa. Ministrante: Maria Aparecida de Menezes Borrego
  • Horário: todas às quintas-feiras das 14h00 às 18h00
  • Local: Auditório do Museu do Ipiranga - Avenida Nazaré, 268 - Ipiranga
  • Vagas: 10 para alunos especiais

 

  • Turma 2
  • Início 22/02/2019   fim: 07/06/2019
  • Profa. Ministrante: Maria Aparecida de Menezes Borrego
  • Horário: todas as sextas-feiras das 09h00 às 13h00
  • Local: Depto de História da USP
  • Vagas: 10 vagas para alunos especiais

 

 

Museu Paulista - Disciplina optativa de graduação eletiva para o curso de História

MUP0108 – Práticas sociais e circulação de artefatos na América Portuguesa

 

Créditos aula: 5

Creditos trabalho: 1

Carga total: 105 h (Práticas como Componentes Curriculares = 20 h)

Tipo: semestral

 

Objetivos: A disciplina busca analisar a configuração socioeconômica da América Portuguesa, ao longo dos séculos XVII e XVIII, por meio da circulação de homens e artefatos no território em circuitos mercantis, expedições científicas, militares e de povoamento a partir da cidade de São Paulo. Na perspectiva da cultura material, os produtos, as carregações e as tropas serão tomados como vetores para o entendimento da dimensão material das dinâmicas sociais, articulando São Paulo, Cuiabá, Mato Grosso às áreas coloniais da América Espanhola.  O curso conta com visitas a instituições museológicas para estimular o trabalho de análise histórica a partir de fontes tridimensionais, pouco utilizadas em sala de aula.

 

Docente responsável:

1543384 – Maria Aparecida de Menezes Borrego

 

Programa

1. A circulação de homens e artefatos no mundo moderno e no Império Português.

2. Formação e desmembramento da capitania de São Paulo.

3. Redes de comércio entre São Paulo, as regiões mineradoras de Cuiabá e Mato Grosso, e a América Espanhola.

4. Expedições nos sertões da capitania de São Paulo e da América Portuguesa.

 

Avaliação

 

Método

Apresentação de seminário, trabalho escrito, prova e visitas a museus.

 

Critério

Frequência às aulas; leituras e participação nas discussões em sala; capacidade de argumentação crítica e de problematização; articulação entre ideias e leituras.

 

Norma de Recuperação

O aluno em recuperação deverá submeter-se à realização de um trabalho escrito no período de férias dentro do prazo determinado no calendário escolar.

 

 

Bibliografia

 

ABREU, Regina. A fabricação do imortal: memória, história e estratégia de consagração no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, Lapa, 1996.

ALMEIDA, André Ferrand. A formação do espaço brasileiro e o projecto do Novo Atlas da América Portuguesa (1713-1748). Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 2001

BLAJ, Ilana. A trama das tensões: o processo de mercantilização de São Paulo colonial (1681-1721). São Paulo: Humanitas FFLCH-USP; Fapesp, 2002.

BORREGO, Maria Aparecida de Menezes. A teia mercantil: negócios e poderes em São Paulo colonial (1711-1765). São Paulo: Alameda; Fapesp, 2010.

BRAUDEL, Fernand. Civilização Material, Economia e Capitalismo, séculos XV-XVIII. São Paulo: Martins Fontes, 1996, 3v.

BOUZA ÁLVAREZ, Fernando. Corre manuscrito: una historia cultural del Siglo de Oro. Madri: Marcial Pons Ediciones de Historia, 2001.

BROOK, Timothy. O chapéu de Vermeer. O século XVII e o começo do mundo globalizado. Rio de Janeiro: Record, 2012.

BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Desenho e desígnio. O Brasil dos engenheiros militares (1500-1822). São Paulo: Edusp; FAPESP, 2011.

CARVALHO, Francismar Alex Lopes de. Rivalidade imperial e comércio fronteiriço: aspectos do contrabando entre as missões espanholas de Mojos e Chiquitos e a capitania portuguesa de Mato Grosso (c. 1767-1800). Antíteses, v. 4, n. 8, p. 595-630, jul./dez. 2011.

CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. São Paulo: Editora UNESP, 2002.

CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Historia de la cultura escrita: ideas para el debate. Revista Brasileira de História da Educação, Maringá, nº5, p. 93-124, jan./jun. 2003.

DERNTL, Maria Fernanda. Método e Arte: urbanização e formação territorial na capitania de São Paulo, 1765 – 1811. São Paulo: Alameda; Fapesp; Faunb, 2013.

FERREIRA, Mario Clemente. Colonos e Estado na revelação do espaço e na formação territorial de Mato Grosso no Século XVIII: notas de uma investigação. Actas do Congresso Internacional Espaço Atlântico de Antigo Regime: poderes e sociedades. Lisboa, 2005.

FRAGOSO, João Luis; FLORENTINO, Manolo; JUCÁ, Antonio Carlos; CAMPOS, Adriana (orgs.). Nas rotas do Império: eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português. Vitória: Edufes; Lisboa: IICT, 2006.

FRANÇOZO, Mariana. De Olinda a Olanda: Johan Maurits van Nassau e a circulação de objetos e saberes no Atlântico holandês (século XVII). Campinas: Editora da Unicamp, 2014.

GERRITSEN, Anne; RIELLO, Giorgio. Writing material culture history. London: Bloomsbury, 2015.

GRUZINSKI, Serge. As quatro partes do mundo: história de uma mundialização. Belo Horizonte: Editora UFMG; São Paulo: Edusp, 2014.

HANH, Hans Peter; WEISS, Hadas (orgs). Mobility, meaning & transformations of things: shifting contexts of material culture through time and space. Oxford: Oxbooks, 2013.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. 3ª ed., São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Monções e Capítulos de Expansão Paulista; organização de Laura de Mello e André Sekkel Cerqueira. 4ª ed., São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

JESUS, Nauk Maria de. O governo local na fronteira oeste : a rivalidade entre Cuiabá e Vila Bela no século XVIII. Dourados : Ed. UFGD, 2011.

KOK, Glória. O sertão itinerante: expedições da capitania de São Paulo no século XVIII. São Paulo: Hucitec; Fapesp, 2004.

MENESES, Ulpiano Bezerra de. Do teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico. Anais do Museu Paulista. São Paulo. N. sér., p. 9-42, jan./dez. 1994.

MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra. Bandeirantes e índios nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

OLIVEIRA, Tiago Kramer de. Desconstruindo velhos mapas, revelando espacializações: a economia colonial no centro da América do Sul (primeira metade do século XVIII). Tese (Doutorado em História) – FFLCH - USP, São Paulo, 2012.

RAJ, Kapil. Além do Pós-colonialismo… e Pós-positivismo. Trad. Juliana Freire. Revista Maracanan, Rio de Janeiro, n.13, p. 164-175, dez. 2015.

RAMOS, Francisco R. L. A danação do objeto. O museu no ensino de História. Chapecó: Argos, 2008.

REDE, Marcelo. História e cultura material. CARDOSO, Ciro; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Novos domínios da História. Rio de Janeiro: Elsivier; Campus, 2012, p. 133-147.  

SOUZA, Laura de Mello e (org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

VILARDAGA, José Carlos. São Paulo no império dos Felipes: conexões na América Meridional (1580-1640). São Paulo: Intermeios/Fapesp, 2014.

Partida da Monção - Almeida Junior - Acervo do Museu Paulista da USP