O Edifício-Monumento está fechado para obras de restauro e modernização

Disciplina Optativa do Museu Paulista - 2º Semestre de 2016

Estão abertas as inscrições para a disciplina optativa do Museu Paulista da USP para o 2º semestre de 2016, "Práticas sociais e circulação de artefatos na América Portuguesa" (MUP0108). O curso está a cargo da professora Maria Aparecida de Menezes Borrego, e acontece em dois locais, sempre às sextas-feiras.

No período da manhã, das 9h às 13h, as aulas serão ministradas no Departamento de História da FFLCH/USP, na Cidade Universitária. À tarde, das 14h às 18h, as aulas acontecem na Avenida Nazaré, 268, no Ipiranga (ao lado do Edifício-Monumento).

Podem inscrever-se alunos da USP da graduaçao e pós-graduação, e alunos especiais cursando outra universidade ou que tenham título de graduação. Informações pelo telefone (11) 2065-8075 ou pelo e-mail acadmp@usp.br, com Estela Maniga ou Sônia Regina Barbosa.

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Veja a ementa da disciplina:

 

Museu Paulista 

 

Disciplina: MUP0108 - Práticas Sociais e Circulação de Artefatos na América Portuguesa

Social practices and the circulation of artifacts in Portuguese America

Créditos Aula: 5

Créditos Trabalho: 1

Carga Horária Total: 105 h

Tipo: Semestral

Ativação: 15/07/2016

Objetivos

A disciplina busca analisar a configuração socioeconômica do centro-sul da América Portuguesa ao longo do século XVIII, por meio da circulação de homens e artefatos no território em circuitos mercantis, expedições científicas, militares e de povoamento a partir da cidade de São Paulo. Na perspectiva da cultura material, os produtos, as carregações e as tropas serão tomados como vetores para o entendimento da dimensão material das dinâmicas sociais, articulando as áreas coloniais de São Paulo, Cuiabá, Goiás e o Continente de São Pedro.

Programa Resumido

1. Formação e desmembramento da capitania de São Paulo; 2. Redes de comércio entre São Paulo e as regiões mineradoras; 3. Expedições nos sertões da capitania de São Paulo; 4. Produção de artefatos domésticos e circulação carregações e tropas no centro sul da colônia.

Programa

1. Formação e desmembramento da capitania de São Paulo a. Conexões com as regiões mineradoras de Cuiabá e Goiás b. Movimentação de couro e gado a partir do Continente de São Pedro c. Itinerários indígenas nos sertões da capitania de São Paulo 2. Redes de comércio entre São Paulo e as regiões mineradoras a. Dimensões materiais das monções de comércio b. As cargas e os meios de transporte das tropas c. Negócios em fianças, procurações e dívidas 3. Expedições nos sertões da capitania de São Paulo a. Agentes e equipamentos das expedições científicas b. Estratégias de sobrevivência nas incursões militares no território c. A representação da capitania em relatos e mapas coloniais 4. Produção de artefatos domésticos no centro sul da colônia a. A atuação dos oficiais mecânicos na cidade de São Paulo b. O papel dos comerciantes na circulação de móveis e utensílios domésticos c. Estudo de caso: confecção de cadeiras de sola

Avaliação

Método

Prova, trabalho escrito e visitas a museus.

Critério

Frequência às aulas; leituras e participação nas discussões em sala; capacidade de argumentação crítica e de problematização; articulação entre ideias e leituras.

Norma de Recuperação

O aluno em recuperação deverá submeter-se à realização de um trabalho escrito no período de férias dentro do prazo determinado no calendário escolar.

Bibliografia

BLAJ, Ilana. A trama das tensões: o processo de mercantilização de São Paulo colonial (1681-1721). São Paulo: Humanitas FFLCH-USP; Fapesp, 2002. BOAVENTURA, Deusa Maria Rodrigues. Urbanização de Goiás no século XVIII. Tese (Doutorado em História) – FAU - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. BORREGO, Maria Aparecida de Menezes. A teia mercantil: negócios e poderes em São Paulo colonial (1711-1765). São Paulo: Alameda; Fapesp, 2010. BUENO, Beatriz Piccolotto Siqueira. Desenho e desígnio. O Brasil dos engenheiros militares (1500-1822). São Paulo: Edusp; FAPESP, 2011. DERNTL, Maria Fernanda. Método e Arte: urbanização e formação territorial na capitania de São Paulo, 1765 – 1811. São Paulo: Alameda; Fapesp; Faunb, 2013. FLEXOR, Maria Helena Ochi. Mobiliário baiano. Brasília: Iphan/Programa Monumenta, 2009. FRAGOSO, João Luis; FLORENTINO, Manolo; JUCÁ, Antonio Carlos; CAMPOS, Adriana (orgs.). Nas rotas do Império: eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português. Vitória: Edufes; Lisboa: IICT, 2006. FREIRE, Fernanda Castro. Mobiliário. Lisboa: Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, v. 1, 1994. HAMEISTER, Martha Daisson. O Continente do Rio Grande de São Pedro: os homens, suas redes de relações e suas mercadorias semoventes (c.1727-c.1763). Dissertação (Mestrado em História) – UFRJ, Rio de Janeiro, 2002. JESUS, Nauk Maria de. O governo local na fronteira oeste : a rivalidade entre Cuiabá e Vila Bela no século XVIII. Dourados : Ed. UFGD, 2011. KOK, Glória. O sertão itinerante: expedições da capitania de São Paulo no século XVIII. São Paulo: Hucitec; Fapesp, 2004. MENESES, José Newton Coelho. Artes fabris, ofícios banais: o controle dos ofícios mecânicos pelas Câmaras de Lisboa e de Minas Gerais (1750-1808). Belo Horizonte: Fino Traço, 2013. MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra. Bandeirantes e índios nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. OLIVEIRA, Tiago Kramer de. Desconstruindo velhos mapas, revelando espacializações: a economia colonial no centro da América do Sul (primeira metade do século XVIII). Tese (Doutorado em História) – FFLCH - USP, São Paulo, 2012. REDE, Marcelo. História e cultura material. CARDOSO, Ciro; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Novos domínios da História. Rio de Janeiro: Elsivier; Campus, 2012, p. 133-147. SOUZA, Laura de Mello e (org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.