O Edifício-Monumento está fechado para obras de restauro e modernização

Projeto de exposição O MORAR PAULISTANO, 1870 até o nossos dias.

 
A partir do segundo semestre de 2009, o Museu Paulista inicia a produção da exposição O Morar Paulistano,1870 até nossos dias que conta com o apoio da Caixa Econômica Federal por meio do Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais. O projeto da exposição insere-se na linha de pesquisa Cotidiano e Sociedade e ocupará as sete salas da Ala Superior Oeste do edifício do Museu. Em um espaço de 600m2 serão exibidos mobiliário, pintura, fotografias, objetos de decoração, indumentária, acessórios pessoais, instrumentos de trabalho, material publicitário, entre outras tipologias de acervo do Museu associadas à produção do espaço doméstico na cidade de São Paulo.
 
Um dos principais objetivos é trazer a público o complexo processo de constituição da “casa moderna” como um dos pólos de difusão de um novo modo de vida. Este novo modo de vida está associado ao consumismo e às formas de exibição que asseguram prestígio e riqueza pessoal. A casa é o lugar de mudanças de hábitos, de transformações sociais e sexuais e de novas idéias sobre conforto, bem-estar, segurança, bom gosto e intimidade. A casa é também o lugar onde o corpo e os objetos são vivenciados de maneira inconsciente e automatizada, o que torna este espaço altamente eficaz na (re)produção social
 
A casa moderna não existe em seu estado puro, cristalizada no tempo e formulada por um único segmento social. A implantação de projetos residenciais respondeu e incentivou demandas por privacidade, conforto, funcionalidade, higiene, convívio e segregação social, que foram praticadas de maneiras diferenciadas pelos diversos agentes sociais, inclusive governamentais e empresariais. Os modelos propostos circularam pelas camadas sociais e ao longo do tempo, sendo re-significados sem perder, no entanto, referências formais de seus repertórios de origem.
 
Não são poucos os pontos da cidade onde se observa a convivência destas “soluções modernas”. A partir de uma cidade heterogênea como São Paulo – composta por imigrantes, migrantes, escravos, ex-escravos, populações rurais – serão traçadas as histórias das casas modernas, desde suas fachadas, plantas internas, objetos de decoração até os corpos que nela, por ela e com ela se constroem como seres sociais.